terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Copenhague 2009 – O Fiasco

Aço. Concreto. Vidro. Silício. Água. Petróleo. Madeira.
Dias desses eu estava imaginando a Terra como a figura de uma Mãe zelosa, amorosa. Nos primeiros instantes do bebê, ela o alimenta com o melhor de si, com sua energia que flui pela ligação umbilical.
Um pouco de tempo passa e de repente ela já segura nos braços um bebê que desperta nela um cuidado e carinhos ainda maiores. O bebê cresce, começa a engatinhar, sujar as fraldas, mas faz parte desta etapa de vidinha dele.
Alguns milênios se passaram, e este “bebê” se recusou a crescer. Não saiu de seu colo para desenvolver a Vida, não respeita a Mão que o gerou, alimentou e limpou. Vejo a imagem de um cara de trinta e poucos anos, que acha que sabe tudo do que se há para saber, que insiste em sugar as tetas dessa Mãe, e se alimentar dela, porém sem ter o menor constrangimento em defecar em outro lugar. Não! Caga em cima dela mesmo!
Bicho, penso por um instante na quantidade de veículos parados em pátios de montadoras esperando para irem pras ruas, na quantidade de carros em lojas de automóveis, tanto novos quanto usados, esperando para engarrafar o trânsito de qualquer cidade. Penso na energia que foi gasta projetando, testando, construindo, evoluindo estes carros até o modelo final que foi posto à venda.
Pneus, vidros, couro nos bancos, metal, tintas. Tudo retirado de dentro da Mãe.
Olho a cidade onde vivo. Cada prédio, cada casa, cada barracão foi feito com matéria prima extraída da Mãe. Olho para o asfalto que cobre a cidade e me deixa tão feliz quando está novinho e sem buracos pois não estraga o meu carro, mas quando chove, algumas pessoas enfrentam alagamento pois a água que seria absorvida pelo solo agora não encontra permeabilidade e vai correndo e se juntando com mais água e desembocam nos pontos críticos do percurso, arrastando carros, pontes e crianças que encontra pelo caminho.
Penso na casa que quero construir, no imenso terreno, pé direito bem alto e muita madeira, concreto e vidro no projeto, pra dar estilo. Penso em dinamites explodindo montanhas pra me fornecer pedra brita, buracos e mais buracos sendo cavados para me fornecer cimento, árvores arrancadas para fazer meus móveis e servir nas vigas da minha casa.
Penso em quanta comida estraga todos os dias nos mercados perto de casa e que são jogados fora por estarem impróprios para consumo humano, mas penso às vezes que quando estavam nas prateleiras eles já estavam “impróprios para consumo” por causa do preço alto. Muita gente que se alimentaria poderia ter acesso a este alimento, mas a grana ficou curta, não deu pra comprar, agora é lixo. E se o mercado resolver distribuir tudo um dia antes do prazo de validade vencer, ou mesmo no dia exato do vencimento, tenho certeza de que cabeças vão rolar. Deve haver outra forma de lidar com isso.
Penso em tantos itens de tecnologia que estão sendo oferecidos pra mim e que não vou fazer uso de todos os recursos daquilo, nem que eu viva três vidas! Mas eu quero pra mim! Eu preciso! Penso nas descargas que dou em casa a cada ida ao banheiro, mesmo pra fazer o numero um, e fico vendo aquela água clorada, tratada, filtrada sendo usada pra levar mijo embora. A mesma água que eu bebo, que uso no banho!
Penso em tantos outros condomínios e prédios que serão construídos para atender a uma já grande demais população que continua nascendo sem a mínima instrução pra vida. Mais uma geração de consumidores. Mais gente pra trabalhar e pagar a conta ecológica que está chegando. Penso que o Homem quando surgiu na Terra, teve seu tempo de adaptação, de entender o funcionamento e as boas trocas que ele poderia fazer com a Mãe. Nesse tempo a humanidade era bebê.
Depois veio o tempo em que o Homem já tem consciência de si e da Terra, e percebe que a poluição, ou seja, cagar em cima da Mãe não é lá muito bom.
Hoje, por incrível que pareça, o Homem se reúne pra dizer que vai continuar chupando a seca teta da Mãe que começou a sangrar, que vai continuar mexendo em seus órgãos vitais pra tirar o que lhe for do interesse de lá, e continuar cagando em cima destas feridas abertas e sem tempo de cicatrização que escavadeiras e plataformas de petróleo estão fazendo.
Vai continuar porque quer grana. Ou seja: Poder. Ou seja: Foder! Quem quer que seja!
O impulso suicida da humanidade representado em seus lideres deixa claro que me dou o direito da busca daquilo que eu defino como “Felicidade”, mesmo que isso me esteja preparando a morte certa.
Mas meu erro é pensar que essa Mãe vai ficar quietinha triste observando isso tudo. Meu erro é pensar que sou a primeira espécie a estar no colo dela e desrespeitá-la achando que vai ficar por isso mesmo.
Penso eu.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Paciência, Serenidade e Azorragues...

Azorrague

(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)

Azorrague, termo de origem controversa, é sinônimo de açoite, espécie de chicote ou látego, usado para a aplicação de flagelo em condenados.

Devido a produzir lesões muito sérias, o uso do azorrague foi abandonado há vários séculos.

Roma Antiga

O Azorrague era um instrumento de tortura comum na Roma Antiga, usado pelos soldados, para supliciar os condenados. Ele era composto por oito tiras de couro que, em cada ponta, possuía um instrumento pérfuro-cortante, ou um pedaço de osso de carneiro.

Tinha seu uso aplicado como pena subsidiária, nalguns casos, onde o condenado à morte deveria ser antes objeto do castigo público.


Hmmmm... Tava pensando aqui.. O único registro de Jesus ficando sériamente nervoso, perdendo a boa mesmo, foi numa vez que ele foi na igreja, no templo... Hmmmm... Dèja vu...

É foda ou não é?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Papo de Joio - E inventaram o termo "Posteridade"... PARTE 2

Pois é... Ouvi o Caio (www.caiofabio.com; www.vemevetv.com.br) falando sobre "desistir do Bem". Pois é, penso que quando Jesus transformou água em vinho na festa, o noivo, a noiva, os parentes, e tudo mais, nem tomaram conhecimento do ocorrido. Não! Foi só quem estava ali ao lado participando da cena, em meio a música tocando, talheres batendo em fundo de pratos, copos esbarrados caindo no chão e quebrando, só quem estava pertinho viu o que aconteceu! O casal ficou sabendo por ter lido no "jornal" muito tempo depois, pois a velocidade de propagação de informação naquele tempo era bem devagar... E fico pensando em quantas vezes eu quero, declaro, ordeno, determino a cura ou a bênção sobre algo ou alguém e fiz questão de fazer o maior salameleque possível, parar a festa, pedir atenção, silêncio: Agora vou pedir a Deus sobre este assunto... Pois se acontecesse do jeito que eu pedia era para "honra e glória do Senhor Jesus" uai... Bicho, palhaçada! Picaretagem! Eu num tava no fundo preocupado com honra ou glória nenhuma, pois de verdade, se rolasse o que eu tava pedindo, era no fundo, no fundo pra impressionar e causar "respeito" de quem visse, e pensarem: É, o Gutto orou e Deus fez... Vou pedir pra ele orar por mim também... Quem sabe num acontece também... Pronto! Tá feita a macumba evangélica! E eu com cara de santarrão me levando a sério nessas meninices... Tudo por causa da deusa História, à qual muitas vezes sem saber servimos e procuramos agradar, querendo um lugarzinho bom no aconchego de seu colo... Depois, se no curso do tempo, esse "fazer o bem" não me trouxesse nehuma vantagem, visibilidade, convites pra ensinar a bíblia, ou qualquer outro tipo de privilégio, eu começava a desanimar. E quando a instituição foi o diabo na minha história, coloquei tudo num pacote só e chutei. Mas não era para Deus? Então por quê eu achava que podia me sentir no direito de ser juiz e executor de penas de alguns? Por quê eu me achava no direito de fazer represálias a quem não lesse a cartilha da instituição onde eu estava, pois fora dali não havia salvação! Não era mais Jesus que fazia e salvava, era o nome fantasia daquele grupo de pessoas onde eu estava que operava a salvação. Jesus tinha se tornado só o xaveco pra trazer as pessoas ali, mas uma vez lá dentro, a coisa era diferente... Hoje? Hoje é Ser. Ser o que Sou em Jesus. Ser o que Sou no Caminho, na Verdade e na Vida, que é Jesus. Sendo assim, me cumpre apenas Ser e ir Sendo, na Graça de Deus e no Amor que me constrange a Ser um cara melhor. Um homem melhor pra minha mulher. Um pai melhor pra minha filha. Um filho melhor pros meus pais (São os melhores! Salve Vader!!!) E assim ir indo, hebreu, caminhado, sem pressa. Já experimentei que enquanto corri, uns que andavam hoje já estão lá na frente... E eu que achava que fazia vantagem, percebo que a estreiteza do Caminho tem a ver com o passo-a-passo. A ausência da pressa.
Graças a Deus que teve infinita misericórdia de mim, me resgatando de tanta merda que eu mesmo me jogava dentro. E era tudo para honra e glória... É foda.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Papo de Joio - E inventaram o termo "Posteridade"...

Não sei nada. Bem, quase nada. Sei muito pouco sobre quase nada. Tenho muitas perguntas, é verdade... Pensando ontem: Com quantas pessoas Jesus falou pessoalmente, durante seus três anos de ministério? E durante toda sua vida aqui, enquanto gente comum? Será que fazia e dizia tudo que disse e fez seduzido pela "posteridade"? Seduzido em "fazer história"? Seduzido em "causar impacto na maior quantidade de pessoas reunidas aqui nesta noite" (geralmente este número nunca bate com os apurados pelos Bombeiros... Mas são apenas números... Né...) Fico vendo o cara saindo fora das multidões, ouvindo a própria família alfinetando que quem quer ser conhecido e não faz como ele fazia, ficando ali em cidadezinhas pequenas, vilarejos marginalizados, andando com marginalizados (neste momento me lembro daquela merda de frase: me diga com quem andas e direi quem és... Puta preconceito, manipulação e distorção do Salmo 1...). Das multidões que se ajuntavam separou uma galera menor, depois uma menor ainda e depois basicamente Pedro, Tiago e João... E João era ainda mais próximo. Isso pra que eu entenda que a busca Dele era, e sempre será por relacionamento pessoal, proximidade, saber o que estou valorizando, por que Ele quer ir a Jerusalém apesar das ameaças... Ele não se deixou seduzir pela projeção da sinagoga, do sinédrio, do seminário de teologia (isso mesmo, com "t" minúsculo) onde me vem a impressão do deus sobre quem Nietzshe atestou a morte, deitado numa maca metálica sendo dissecado pelos alunos. Se deixou seduzir pela proximidade verdadeira, pela amizade, por ser alguém que conversa com uma mulher samaritana! E ainda por cima ela devia ser muito gata, pela quantidade de mariodos que tivera e ainda tinha um "em casa" que parecia não ser dela... e Jesus ali falando com ela, os discipulos chegando e achando estranho ele de conversa fiada com aquela dona e tal... Mas Ele parou pra falar com Ela. Não se deixou impedir pelo que poderia ser pensado por seus amigos... Volto depois para falar mais...

Senna e o Paraíso... Genial!

Quando Ayrton Senna chegou ao céu, São Pedro foi logo perguntando:

- Como é seu nome, meu filho?

- Ayrton Senna da Silva.

- Ah!!! Você é aquele piloto da F1, não é?

- Sou eu mesmo.

- Aquele que tinha uma ilha em Angra dos Reis com heliporto, quadra de tênis, praia particular entre outras coisas, mais um jato executivo Learjet 60 de 12 lugares comprado por US$ 19.000.000,00, um helicóptero bi-turbo avaliado em US$ 5.000.000,00 uma lancha Off Shore de 58', uma fazenda em Tatuí e que ganhava US$ 1.200.000,00 por corrida?

- Sou eu mesmo.

- Andava de Audi, Honda NSX e tinha uma DUCATI com seu nome?

- Sim, senhor!

- Morava em Mônaco, mas tinha apartamentos em NYC, Paris e viajava quando queria para o Brasil no seu próprio jatinho particular?

- Correto.

- Aquele que até hoje a família é acionista da Audi do Brasil?

- Eu mesmo!

- Aquele que comeu a Xuxa e a Adriane Galisteu?

- Sim.

- Putz . Pode entrar, mas você vai achar o Paraíso uma merda...


roubei daqui:

http://pavablog.blogspot.com/2009/08/dois-passos-do-paraiso-5.html

terça-feira, 23 de junho de 2009

Exigências e Cruz...

Tava lendo o blog do Marcos Botelho e tomei uma porrada com uma frase que li lá. Fala que se eu olho para Cristo na cruz e ainda encontro razões para exigir alguma coisa, preciso me converter. putz, cara, arrebentou.
Deus continue abençoando a você, sua família e seu ministério.

O cara tem conteúdo:
http://marcosbotelhodojv.blogspot.com

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Semeador

Tava eu pensando na Parábola do Semeador e tal e me vieram algumas idéias... Eu sempre via as descrições das sementes que caíam pelo caminho e não vingavam ora por a terra ser dura e a semente não penetrar a terra e as aves comerem, outra cai no terreno pedregoso, terra rasa, nasce rápido, pouca raiz, morre... A outra cai no meio dos espinhos, os espinhos oprimem a plantinha... e ela morre... Até que finalmente o Semeador semeia na terra boa e a coisa acontece, 30 por 01, 60 por 01 e até 100 por 01.
Bom, entre outras paradas, uma que me chama a atenção é que de cara, já dá pra sacar que o local preparado para receber as sementes existia e não era na beira do caminho, ou no meio de pedras! Posso entender que era um espaço preparado para receber a semente... Posso também entender que de modo geral, o Semeador não intentou declaradamente ir deixando estas sementes caindo pelo caminho. Isso me lembra quando eu às vezes comentava sobre Jesus com alguém e se essa pessoa não correspondesse da forma que eu esperava, no tempo em que eu determinava, eu a classificava como “beira do caminho”, “sem raiz”, “sufocada pela falta de fé”... Isso sem fazer menção ao fato de que eu acreditava estar fazendo o papel de Semeador! Como se a semente fosse minha! Como se eu tivesse comprado a semente! Como se de alguma forma eu tivesse pago por isso! Além do fato que o que podia estar rolando era que eu estava semeando em lugar ainda não preparado, isso pra não me alongar nas outras possibilidades... Penso que quando Jesus diz ser o “Caminho, a Verdade e a Vida”, Ele não descarta a parábola aqui descrita, mas espera que façamos a ponte entre esta informação e o fato que o semeador ia pelo “caminho”... Então, mesmo as sementes que vão caindo pelo “caminho” não estão de fora da soberania dEle! Isso sem nem mencionar que se a semente é a “Palavra”, quantas vezes eu mesmo sou diferentes tipo de terreno, para diferentes dias e mensagens que ouço de Deus para mim? Indo além, afinal o papo é de joio (rsrs), quem garante que a terra da parábola, enquanto espaço geográfico, não era ela a mesma “terra” em si, não era parte da mesma “propriedade”, a mesma “pessoa”, vivendo momentos e tempos diferentes na Vida enquanto o Semeador busca o lugar preparado (e isso leva tempo... muito ou pouco, mas leva tempo...), e o Semeador sabia exatamente onde e quando semear para obter o êxito? E assim que encontra o lugar no momento certo, faz a semeadura? Bicho, só me lembro de uma música antiga do Enrico (Nery, o cara é foda!) que dizia mais ou menos assim: “Seja o meu coração como a terra boa, onde cai a semente e dá o bom fruto. E o fruto do Espírito é um coração transformado na fé, alguém que agora sempre fica em pé, para ajudar a quem quiser! Seja em Cristo o meu fruto perfeito...”
Então brother, fico feliz demais por não ser o Semeador um ser humano (falho como eu...), pois ele não desiste de mim quando vem pelo caminho e vê algumas plantinhas mortas, secas, quando ele vê uns passarinhos felizes de pança cheia, e continua caminhando até o lugar certo e pra ver os frutos em 30, 60 e talvez até 100 por cada semente...
Né...
Paz a todos.
Gutto

terça-feira, 21 de abril de 2009

Por quê "Papo de Joio"?

Me perguntaram o por quê de ter escolhido o título "Papo de Joio" para nomear as postagens que eu faço quando a temática é vida cristã. Bem... A parada surgiu de um papo informal entre meu cunhado e eu, onde o assunto era meio polêmico e tal, com muita margem de divergência e quando eu ia emitir uma opinião sobre o assunto, pensei por uns instantes e resolvi fazer a ressalva: Bicho, o que vou falar agora pode ser papo de joio, saca? Não sei com certeza sobre isso e tal, mas minha opinião é a seguinte, bla bla bla. Daí rimos sobre isso e resolvi então fazer uso disso para dar uma sacaneada geral no fato de que na verdade, quem sabe mesmo quem é joio e quem é trigo é apenas Jesus, que me vê por dentro. E num tempo anterior eu costumava emitir minhas opiniões sem muita preocupação com quem ouvia e acrescentava o seguinte: Certo, você tem uma opinião diferente da minha sobre um monte de coisa. Ok, beleza... Isso faz com que você pense que por isso não somos irmãos, não serei seu vizinho no céu... E já que não vou morar lá mesmo, por quê você iria me suportar, não é mesmo? Pois é brother, mas tenho um lembrete pra você: Mesmo que eu de fato esteja diametralmente oposto e distante de Jesus por conta de seu ponto de vista, sendo portanto considerado por você como joio, não se esqueça que a prerrogativa de me eliminar não é sua, é de Jesus que o fará no último dia... E quem sabe se até lá não pode acontecer de eu ser transformado pela Graça de Deus? Pois é, então, até este dia chegar, como já cantou o Jotaquest: ...mas até lá eu vou ficar aqui... E você vai ter que me aguentar. Humildade sempre. Gutto

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Papo de Joio...

Esses dias eu tava me lembrando de uma vez que fui com minha mãe na fazenda onde meus avós maternos moravam e trabalhavam e chegamos de ônibus na cidadezinha perto da fazenda e para acabar de chegar era a pé... A noite... Visibilidade noturna zero, sem postes de iluminação, sem carros passando para dar uma iluminadinha, se bobear nem lua tinha naquela noite... Daí a gente descendo o morro, minha mão me diz: Olhe onde estou pisando e pise lá tambem. Claro que ela não iria ficar explicando o perigo de buracos de cobra, de tatu, ou qualquer outro bicho noturno que pintasse por ali... Só mandou pisar onde ela estava pisando. Lembro que eu pensei: Pô, uma que não tou enxergando nada e outra que eu seu muito bem andar sozinho... O resultado foi que ao chegar na fazenda, tive que ficar um tempão tirando espinhos das pernas por não ter seguido a orientação logo no início da caminhada, fui pelos meus próprios caminhos durante um tempo... Começou a ficar cada vez pior, então resolvi "pisar onde ela tava pisando". Mas os espinhos já tinham grudado e só lá na chegada da fazenda pra tirar os caras...
Daí vem Jesus falando que "...quem quiser vir após mim" ( me seguir, andar por minha cabeça, seguir meu exemplo, seguir meus conselhos, ser meu discúpulo, pisar onde estou pisando...)diga não a si mesmo, pega a sua cruz e o siga. Meu, pegar a cruz até que muitas vezes eu pego, só pra depois descobrir que peguei pra que eu fosse visto carregando aquele fardo, aquele ministério, aquela pose... Tipo aqueles caras do tempo de Jesus que quando iam ofertar mandavam tocar as trombetas, ou quando iam no templo orar oravam em voz alta agradecendo a Deus por não serem gente pecadora como eu... Então entendo que até para pegar a cruz devo negar a mim mesmo se o fato de querer pegar a cruz estiver partindo do meu Eu enquanto Ego (aquele lance do Id Ego e Superego...). Pegar minha cruz deve ter sempre tudo a ver com Aquele que gera em mim tanto o querer quanto o realizar... Entendo então que negar a mim mesmo é o ato talvez mais secreto e íntimo de minha parte para com Jesus, o ato que talvez tenha a ver com o nome que vai estar escrito na pedrinha branca no dia da festa (pô, espero estar lá também uai...)nome este que só eu e o cara vamos saber... No mais, é seguir os passos Dele e evitar os espinhos evitáveis. Os não evitáveis iguais aos do Paulo, eu conto com a graça e a companhia Dele pra assim como mamãe fez, ele sentar do meu lado num cantinho da festa e me ajudar a tirá-los.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Papo de Joio...

Simplicidade... Sofisticação
Dia desses eu tava pensando sobre a palavra “Sofisma” e tal. Sofisma tem a ver com mentiras, enganos. De vez em quando eu encano com algumas palavras e fico degustando a parada até formular algumas definições pra mim sobre o assunto. Pois então, eu fiquei pensando em “sofisma” e depois de procurar algumas definições, dicionários e tal, vi que tem a mesma raiz da palavra “sofisticado”, ao que eu imediatamente me lembrei da oposição ao que é “simples”. Lembrei-me de quando Jesus observa os discípulos debatendo sobre quem é o maior, o menor, essas porcarias assim, e os caras ainda por cima chegam com essa dúvida pra ele resolver e ele chama uma criança e diz que é simples como aquela criança é o cara no reino dos céus... E que se eles não se fizerem assim como crianças não entrariam n o reino dos céus... Bicho, ele tava falando isso pros discípulos meu! Caras que andavam com ele o tempo todo... Dentre todo o material que dá pra viajar na comparação, deixo aqui o seguinte: Quantas vezes eu complico ao máximo minha experiência com Jesus, preciso de vários sinais para crer, faço mil confissões e promessas pra convencê-lo a me atender... E ele já disse que os pardais não sabem o que vão comer hoje, mas quando saíram pra procurar ele já tinha preparado tudo pra eles. E que eu valho mais que os pardais. Aí eu vejo o quanto minha fé ficou sofisticada. O quanto estou enganado sobre algumas certezas que carrego. Então olho pro meu sobrinho (03 anos) e entendo o porquê preciso receber Jesus com a simplicidade daquele moleque. É foda...

Ouvi essa e curti demais...

"Qué vivê muito tempo? Faiz um trem qui ocê gosta, qui ocê sabe e qui ocê dá conta." Genial!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Imagens e Palavras

Uma imagem vale por mil palavras... Mas quais palavras? Gosto sim das imagens, muito também das palavras...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Abstrato e Concreto

Quem não entende o ABSTRATO precisa conhecer o CONCRETO.
Nem que seja o concreto do muro onde vai bater a cara.
É foda.

segunda-feira, 2 de março de 2009

TOW Barco

Nada além de silêncio
Nada além do sonho
Quebrando o silêncio da noite
O crepitar das chamas do barco
Fogo que representa ter que fazer melhor
Impulso pra mais um passo
Deitado na areia da Ilha Deserta
A decisão que cada dia traz
De que agora seja melhor
De que seja maior
De que seja simplesmente...
...Amor!

TOW Errante

Encontrar-se
Encontrar-te
Reciprocidade necessária
Na ausência dela
O sentimento teima em queimar
Um rio que insiste em no Mar não desaguar
Até chegar o dia
Em que tal como um errante viajante
Que se deixou estar tempo demais ali
Se entrega mais uma vez ao Caminho
Para mais uma vez ali encontrar-se

TOW Novo

Tentar de Novo
De novo tentar
Tentar o Novo?
Mas o que há de novo?
Já não foi tudo dito pelo menos uma vez?
Uma frase nova, nunca antes usada?
Uma palavra pura, não contaminada
Descobri entãoque todas as palavras se purficam,
Todas as frases se tornam limpas de novo
Como nunca antes foram!
como se não tivessem sido usadas...
Ao passar através do filtro da verdade do Coração

TOW Ipês Amarelos

Não queria mais ouvir teu som
Não mais pensar em você
Não mais sorrir teu sorriso

Começou como impedir o inverno
Não sentir o calor do verão
Mas agora é como Ipês Amarelos na primavera

TOW Tangente

Caminhos um dia tangentes
Hoje feitos paralelos
Algo sublime nossas vidas tocar
Agora não passa de ilusão no horizonte

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Tempo Novo... Novo tempo...

Existe isso mesmo? Tempo novo, novo tempo, será que o Tempo muda ou mudo eu? Sei que o tempo já me emudeceu, já me fez falante, sorridente, triste... e engraçado: Me mudou de novo para onde admiro o mudo silêncio, a ausência de explicações, de barganhas, de discussões. Depois de tempo suficiente com a tecla "Foda-se" ligada, agora parece tentador a tecla "Mudo"... Como já disse o engenheiro, perdi a conta das pérolas e porcos... O silêncio cai bem. Até que de novo, tudo mute.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

The One With Ela disse adeus...

Sugestão: Começar ler ouvindo "Wherever you will go" (The Calling) e depois de ler ouvir "Fã n.1" (Guilherme Arantes)

A primeira expressão que me ocorreu: Caralho!!!
Nada como a constante e imutavel Mudança.
Movimentos, oscilação, novidade.
O frio na barriga do Novo
A sensação de realização, mais um degrau rumo ao Vôo
Voto sucesso, voto felicidade, voto buona fortuna!
Inevitável como a primavera que explode na primeira flor
A mudança também já trouxe saudade de tanta coisa por dizer
Tanta coisa dita, pra entreter, pra fazer sorrir, pra umedecer, pra valer
Saudade do sorvete de baunilha que ando insano pra provar
Mas acima de tudo a certeza de que o que é é,
E em sendo integrante de um período de mudanças boas pra mim,
Certeza de que, concordando com Einstein: Tempo e distância são relativos,
Onde ou quando quer que eu te encontre, seu espaço comigo é seu
Na proximidade de um email, phone call, pensamento
Aqui aplaudindo sempre, vendo seu sucesso com a plaquinha "Eu já sabia" no alto
Irremediávelmente seu amigo, seu amante discípulo de Platão
Boa sorte sempre gata!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Musica - Olhos de Paz

Dias atrás encontrei mais uma pretensa música minha no meio de umas bagunças que eu estava tentando arrumar... Hope you enjoy it!

Olhos de Paz

Um dia sentado pensando
Pensei no que eu diria a você
Se por acaso eu te ouvisse dizer
Que minha dor na carne não vai passar

Que nao terei uma cama para recostar
E aqueles projetos de vida
Ficaram pra trás
Não iriam acontecer

Confesso que a tristeza aconteceu no meu coração
E com medo eu ouvia Tua voz
Teu abraço recebia com medo
E dos Teus olhos privei os meus

Mas o tempo me trouxe a certeza
De que não é por isso que estou a Seus pés
Porque tirou meus olhos de Tuas mãos
E os colocou na paz de Seu olhar

(escrito originalmente em 18/10/2005 - 23:42h
PS: 2005... o ano mais foda da minha vida até aqui...