segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Papo de Joio - E inventaram o termo "Posteridade"... PARTE 2

Pois é... Ouvi o Caio (www.caiofabio.com; www.vemevetv.com.br) falando sobre "desistir do Bem". Pois é, penso que quando Jesus transformou água em vinho na festa, o noivo, a noiva, os parentes, e tudo mais, nem tomaram conhecimento do ocorrido. Não! Foi só quem estava ali ao lado participando da cena, em meio a música tocando, talheres batendo em fundo de pratos, copos esbarrados caindo no chão e quebrando, só quem estava pertinho viu o que aconteceu! O casal ficou sabendo por ter lido no "jornal" muito tempo depois, pois a velocidade de propagação de informação naquele tempo era bem devagar... E fico pensando em quantas vezes eu quero, declaro, ordeno, determino a cura ou a bênção sobre algo ou alguém e fiz questão de fazer o maior salameleque possível, parar a festa, pedir atenção, silêncio: Agora vou pedir a Deus sobre este assunto... Pois se acontecesse do jeito que eu pedia era para "honra e glória do Senhor Jesus" uai... Bicho, palhaçada! Picaretagem! Eu num tava no fundo preocupado com honra ou glória nenhuma, pois de verdade, se rolasse o que eu tava pedindo, era no fundo, no fundo pra impressionar e causar "respeito" de quem visse, e pensarem: É, o Gutto orou e Deus fez... Vou pedir pra ele orar por mim também... Quem sabe num acontece também... Pronto! Tá feita a macumba evangélica! E eu com cara de santarrão me levando a sério nessas meninices... Tudo por causa da deusa História, à qual muitas vezes sem saber servimos e procuramos agradar, querendo um lugarzinho bom no aconchego de seu colo... Depois, se no curso do tempo, esse "fazer o bem" não me trouxesse nehuma vantagem, visibilidade, convites pra ensinar a bíblia, ou qualquer outro tipo de privilégio, eu começava a desanimar. E quando a instituição foi o diabo na minha história, coloquei tudo num pacote só e chutei. Mas não era para Deus? Então por quê eu achava que podia me sentir no direito de ser juiz e executor de penas de alguns? Por quê eu me achava no direito de fazer represálias a quem não lesse a cartilha da instituição onde eu estava, pois fora dali não havia salvação! Não era mais Jesus que fazia e salvava, era o nome fantasia daquele grupo de pessoas onde eu estava que operava a salvação. Jesus tinha se tornado só o xaveco pra trazer as pessoas ali, mas uma vez lá dentro, a coisa era diferente... Hoje? Hoje é Ser. Ser o que Sou em Jesus. Ser o que Sou no Caminho, na Verdade e na Vida, que é Jesus. Sendo assim, me cumpre apenas Ser e ir Sendo, na Graça de Deus e no Amor que me constrange a Ser um cara melhor. Um homem melhor pra minha mulher. Um pai melhor pra minha filha. Um filho melhor pros meus pais (São os melhores! Salve Vader!!!) E assim ir indo, hebreu, caminhado, sem pressa. Já experimentei que enquanto corri, uns que andavam hoje já estão lá na frente... E eu que achava que fazia vantagem, percebo que a estreiteza do Caminho tem a ver com o passo-a-passo. A ausência da pressa.
Graças a Deus que teve infinita misericórdia de mim, me resgatando de tanta merda que eu mesmo me jogava dentro. E era tudo para honra e glória... É foda.

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